Soja trabalha com leves baixas em Chicago nesta 2ª feira e mercado procura força para especular

Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 2 e 2,50 pontos nos principais vencimentos, com o março/19 valendo US$ 9,22 e o maio/19 cotado a US$ 9,36 por bushel

Os preços da soja têm leves baixas na Bolsa de Chicago na manhã desta segunda-feira. Por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 2 e 2,50 pontos nos principais vencimentos, com o março/19 valendo US$ 9,22 e o maio/19 cotado a US$ 9,36 por bushel.

O mercado internacional corrige parte das boas altas da última sexta-feira (25), que superaram os 9 pontos. No entanto, apesar dessa movimentação técnica, os traders permanecem atentos a alguns fundamentos, entre eles o clima no Brasil e a questão da guerra comercial entre China e EUA.

Segundo explica o diretor da Cerealpar Steve Cachia, o mercado também começa a especular sobre a proximidade da reabertura do governo norte-americano, depois de o presidente Donald Trump, na última sexta, ter anunciado um acordo para a retomada dos trabalhos até o dia 15 de fevereiro.

“Traders aguardam e esperam que possam começar a especular dados do USDA. Ao mesmo tempo, continuam ansiosos em relação a guerra comercial EUA/China”, diz Cachia.

Ao mesmo tempo, o executivo alerta para um cenário mais tenso no mercado interno, o que ainda limita novos negócios. “A colheita passa da marca de 10%, temos relatos de perdas maiores que o esperado, indignação com o novo Fethab no MT e incertezas em relação ao tabelamento do frete”, explica o diretor da Cerealpar.

Dessa forma, o ritmo do comércio no Brasil deverá permanecer mais lento. “Um cenário político um tanto conturbado também promete deixar o dólar mais firme. Salvo um rally em Chicago, dificilmente, veremos uma forte aceleração no ritmo de comercialização no Brasil nos próximos dias”, completa.

Veja como fechou o mercado na última sexta-feira:

Soja: Chicago se recupera em movimento frágil e fecha a 6ª feira com alta de quase 10 pts

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta sexta-feira (25) em alta. As cotações iniciaram o dia operando com estabilidade e pequenas variações bastante limitadas. Ao longo do dia, o mercado foi ganhando força e encerrou o dia com altas de pouco mais de 9 pontos em suas posições mais negociadas.

Dessa forma, o contrato março/19 ficou em US$ 9,25 por bushel, enquanto o maio/19, importante referência para a safra brasileira, fechou com US$ 9,39.

De acordo com informações de agências internacionais, os preços passaram por um novo movimento de correção, com os fundos buscando por “barganhas” para garantir um bom posicionamento diante de tantas expectativas que ainda rondam o mercado e o direcionamento dos preços.

Ainda faltam novidades consistentes para um avanço mais seguro das cotações, mas os traders ainda tentam garantir alguma especulação diante dos rumores que circulam nos bastidores. Entre as preocupações estão as atenções sobre os efeitos do clima para a safra do Brasil, a guerra comercial entre China e Estados Unidos e a paralisação do governo norte-americano.

Por aqui, a irregularidade tem sido a maior marca da safra 2018/19. As chuvas chegam onde são mais necessárias ainda de forma muito irregular, mal distribuídas e, para algumas localidades, já tarde para que as perdas sejam revertidas.

Nos EUA, no final da tarde desta sexta, o presidente Donald Trump anunciou que foi firmado um acordo para reabrir o governo americano até 15 de fevereiro. “Estou muito orgulhoso de anunciar hoje que chegamos a um acordo para acabar com a paralisação e reabrir o governo federal”, disse Trump na Casa Branca.

Mais detalhes, porém, ainda não são conhecidos. Até que sejam, o mercado continua vazio de informações e dados oficiais, trabalhando ainda com rumores e especulações.

Além disso, como explica o analista de mercado Marlos Correa, da Insoy Commodities, os traders começam tambéma a especular sobre os próximos relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que poderiam trazer uma redução da área de soja no país, uma outra expectativa que ronda a direção de Chicago.

Mercado Brasileiro

Apesar disso, no Brasil, o impacto dessas últimas altas foi limitado, dada a falta da referência do dólar nesta sexta-feira. Com o feriado do aniversário de São Paulo, o mercado cambial não funcionou e os preços nas principais regiões produtoras do Brasil permaneceram estáveis.

A exceção foi o porto de Rio Grande, onde as referências subiram de forma considerável. A soja disponível fechou o dia com alta de 1,33% para R$ 76,00 por saca, enquanto para fevereiro o ganho foi de 2,27% para R$ 76,50.

Fonte: Portal do Agronegocio

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here